Workshop – Descobrir, compreender, transformar

Nesta quarta-feira, dia 18 de Maio, começou, pelas 10 horas, o workshop Descobrir, compreender, transformar – uma actividade de colaboração com três fases.

Pensando na simultaneidade de projectos a decorrer na disciplina de DCV e na mais valia de momentos que fomentam a reflexão no período académico, este momento foi criado, no sentido de quebrar a rotina da resposta ao briefing, de criar um outro tipo de lógicas de criação mais descomprometida, de imersão criativa. Semelhante porventura a uma segunda Typejam.

Neste sentido, previamente, apenas foram pedidas três referências aos participantes do workshop ( citações, imagens impressas, referências filmográficas..) tendo em conta as dimensões de um plano A1 – a base para a criação de mapas relacionais com recurso a estas mesmas referências que poderiam pertencer aos projectos em curso da oficina 2. Todo o restante material e espaço foi fornecido.

Tudo começou à entrada da sala 4.09. Distribuíram-se post-its, aleatóriamente, pelos alunos, neste momento, em expectativa. Pois cada post-it, que continha o nome de uma disciplina referente ao curso de Design de Comunicação, não poderia ser lido pela própria pessoa a quem tinha sido sigilosamente atribuído. O nome da disciplina apenas era revelado em modo de questionário e conversação com os colegas presentes no espaço. Finda esta tarefa, foi possível criar 12 grupos de trabalho – elementos cujos post-its continham o nome da mesma disciplina.

Esta etapa inicial do workshop, tal como projectado, revelou ser não só mais uma acção, mas a acção quebra-gelo desta iniciativa. Os participantes descobriam gradualmente quem pertencia ao seu grupo de trabalho, nunca sendo totalmente informados sobre o que aconteceria nos próximos momentos. Deste modo, criou-se um espaço, em que os participantes têm sucessivamente de se adaptar a novas condições de criação, sem temáticas, grupos, ou métodos de trabalho previamente definidos. Um momento que incentiva à criação imediata, algo intuitiva e que não fomenta convenções, mas o diálogo, a experimentação, a tentativa e o erro na exaltação do processo como momento de construção e aprendizagem.

As referências previamente pedidas, foram rapidamente distribuidas, de modo aleatório pelos grupos, e assim se deu o sinal de início da próxima fase do workshop – DESCOBRIR – discussão e troca de ideias sobre as referências a trabalhar.

Os participantes, não sabendo exactamente o contexto das referências e a fim de as posicionarem de modo mais consciente no mapa relacional em construção, liam o nome identificado na referencia a quem esta pertencia e estabeleciam diálogos para além dos seus grupos de trabalho e do que era meramente pedido ou expectável.

Esta troca de impressões com elementos exteriores, traduziu-se em feedback positivo,  frequentemente adaptado às lógicas de pensamento, construção e relação de temáticas inerentes aos grupos específicos a que os elementos, em diálogo, pertenciam.

E nisto, os grupos deparavam-se com diversas questões, apontavam problemas, soluções, faziam brainstormings, debatiam conexões entre temas, reflectiam sobre processsos mais intuitivos ou mais racionais, sobre lógica, ética, criavam palavras-chave aglutinadoras, modos de hierarquização e categorização.

E porque não colocar esta referência aqui? e porque não ali?

Então, mas e porque não com esta disposição? Mas assim já ligamos com outras referências…

Acho que devíamos voltar um pouco atrás.

Seria mais lógico fazê-lo de outra maneira?

Do que se trata esta referência? O que me podes dizer sobre isto?

Lia-se, discutia-se, conciliava-se, ria-se e tudo se foi traduzindo de modo fluído numa peça final, não exactamente tradutora de todos estes momentos, mas impulsionadora de todos eles. As peças finais não foram pensadas em fins em si próprios, mas como possíveis objectos que desafiaram os seus criadores a viver todas as etapas inerentes à sua construção.

A disposição das mesas de trabalho em si, em contínuo, para além de favorecer o diálogo, possibilitou que cada grupo pudesse acompanhar o processo dos restantes, chegando mesmo a haver influencias gráficas, através da troca e partilha de materiais.

A criação destes momentos, contaminou positivamente o espírito de trabalho e entreajuda, sendo que as expectativas dos grupos foram supridas e o ritmo de trabalho dentro de um tempo estipulado fomentou estes momentos de modo dinâmico e não necessariamente restritivo.

A integração dos elementos responsáveis pela exposição, nos próprios grupos de trabalho do workshop, tornou o colectivo muito mais homogéneo e participativo. Para além dos pequenos grupos, os princípios aglutinadores estiveram sempre muito visíveis e inspiraram todo o evento- todos trabalham com os mesmos meios, num mesmo processo, para um mesmo fim.

Após todos os grupos concluírem os seus mapas relacionais, estes foram afixados nas paredes da sala, e finalizou-se o workshop com um momento em modo de catarse. Cada grupo expôs as preocupações que se sentiram ao longo do processo, possíveis dificuldades, o quanto se sentiram à vontade com as referências atribuídas, como o contornaram com o diálogo, falou-se do mapa relacional como um todo, das ideias chaves que foram apontadas ou tidas como mais relevantes.

Findo o workshop, o mapa relacional, pensado, desde raíz, como base graficamente inspiradora da identidade gráfica da exposição de finalistas de 2016, foi adaptado de modo a reforçar o seu conceito e mote. Não poderia deixar para segundo plano a criação de todos os elementos da turma, sendo que é na essência destes momentos e do seu contexto, que os projectos adquirem  pertinência e que o percurso percorrido na FBAUL em Design de Comunicação tem o seu maior impacto.

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